Cartas e coisas
Eu sempre achei que escrever fosse a maneira mais fácil de expressar o que sentimos. Descobri que não. De fato escrever faz bem à alma, organiza as idéias, mas muitas vezes pode ser o algoz da tranqüilidade.
Quase sempre na minha vida afetiva, que envolve as pessoas que fazem essa diferença no nosso cotidiano; eu tentava resolver os problemas ou as minhas angústias e inseguranças, através de extensas cartas. Depois eu nunca sabia de onde vinha o problema... Isso porque, as reações das pessoas podem ser as mais adversas e na maioria das vezes não esperam, nem por um segundo, aquele bombardeio de informações, já que, antes não havia sido emitido um único som a respeito de determinado assunto. A surpresa por saber que tantas aflições passam pela minha cabeça é sempre maior do que a vontade de resolver os atritos.
O que pode justificar a minha “habilidade” em traduzir sentimentos em palavras, que ficam lá soltas numa folha de papel é o maldito medo, medo de magoar, medo de perder, medo de aborrecer, é essa mania chata de não querer incomodar, por isso é mais fácil (e também mais frio) uma folha de papel, mas eu honestamente tenho tentado fazer isso mudar e com alguma sorte tenho encontrado pessoas que têm sido capazes de repousar meus pensamentos, me ensinando que pode ser melhor e mais vivo botar pra fora.
Para mim as cartas continuam sendo importantes, mas hoje representam momentos de celebração, o resto, acho que a gente deve resolver com uma boa conversa. É, tudo bem, o discurso é muito mais fácil do que a prática e eu ainda tenho uma dificuldade imensa de começar uma conversa, mas aos pouquinhos isso tem melhorado e no fundo, acho que vale a pena investir... A vida é muito curta para ficar teorizando os “achismos” e enquanto você tenta descobrir qual seria a reação do seu interlocutor diante de alguns aborrecimentos o tempo vai passando e ele fica ali sem saber de nada, não tem nem a oportunidade de compartilhar e dizer o que pensa a respeito.
O meu mundo, esse mundo que é só meu, ainda está aqui, ainda me acompanha longamente nos meus pensamentos solitários, mas aos poucos tem deixado as pessoas tocarem à sua porta. No fim eu penso se não estou discorrendo essas linhas exatamente como faço nas cartas que descrevi acima, fico pensando se não é uma maneira de dizer coisas às pessoas, pode ser, mas já é uma tentativa de acreditar que o caminho pode mudar.
Quase sempre na minha vida afetiva, que envolve as pessoas que fazem essa diferença no nosso cotidiano; eu tentava resolver os problemas ou as minhas angústias e inseguranças, através de extensas cartas. Depois eu nunca sabia de onde vinha o problema... Isso porque, as reações das pessoas podem ser as mais adversas e na maioria das vezes não esperam, nem por um segundo, aquele bombardeio de informações, já que, antes não havia sido emitido um único som a respeito de determinado assunto. A surpresa por saber que tantas aflições passam pela minha cabeça é sempre maior do que a vontade de resolver os atritos.
O que pode justificar a minha “habilidade” em traduzir sentimentos em palavras, que ficam lá soltas numa folha de papel é o maldito medo, medo de magoar, medo de perder, medo de aborrecer, é essa mania chata de não querer incomodar, por isso é mais fácil (e também mais frio) uma folha de papel, mas eu honestamente tenho tentado fazer isso mudar e com alguma sorte tenho encontrado pessoas que têm sido capazes de repousar meus pensamentos, me ensinando que pode ser melhor e mais vivo botar pra fora.
Para mim as cartas continuam sendo importantes, mas hoje representam momentos de celebração, o resto, acho que a gente deve resolver com uma boa conversa. É, tudo bem, o discurso é muito mais fácil do que a prática e eu ainda tenho uma dificuldade imensa de começar uma conversa, mas aos pouquinhos isso tem melhorado e no fundo, acho que vale a pena investir... A vida é muito curta para ficar teorizando os “achismos” e enquanto você tenta descobrir qual seria a reação do seu interlocutor diante de alguns aborrecimentos o tempo vai passando e ele fica ali sem saber de nada, não tem nem a oportunidade de compartilhar e dizer o que pensa a respeito.
O meu mundo, esse mundo que é só meu, ainda está aqui, ainda me acompanha longamente nos meus pensamentos solitários, mas aos poucos tem deixado as pessoas tocarem à sua porta. No fim eu penso se não estou discorrendo essas linhas exatamente como faço nas cartas que descrevi acima, fico pensando se não é uma maneira de dizer coisas às pessoas, pode ser, mas já é uma tentativa de acreditar que o caminho pode mudar.

1 Comments:
Guardar coisas que te incomodam, principalmente se for em um relacionamento, é alimentar os seus demônios. Sem falar que não é nada saudável para a relação.
Vc sabe que eu acredito que problemas são resolvidos conversando, seja na forma de carta, pombo correio ou a tradicional conversa. Só não pode demorar mto, pq uma coisa que incomoda e não é dita só tende a aumentar dentro da gente e se manifesta das formas mais estranhas possíveis, como por exemplo, mau humores inexplicaveis, vontade de não fazer coisas, achar que "esta tudo errado" e afins.
Mas eu vejo que vc não esta guardando tudo dentro de uma caixinha bem fechada, que você só abre e põe pra fora quando esta ela cheia, eu enxergo isso.
Beijos,
da pessoa que mais te admira
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Vinicius, at 5:32 AM
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